Em vez de reduzir danos, maconha pode piorar vício em cocaína e crack, diz estudo brasileiro

 

Pessoas com dependência em cocaína e crack por vezes associam fumar maconha a uma forma de atenuar a “fissura”, ou ansiedade, por aquelas drogas. Essa associação já foi inclusive endossada no passado por pesquisas científicas e profissionais de saúde como estratégia de redução de danos.

Mas não é o que indicam agora pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em um artigo publicado em dezembro no periódico internacional Drug and Alcohol Dependence.

Acompanhando o histórico de 123 pessoas em etapas de um, três e seis meses — 63 dependentes de cocaína e usuários recreativos de maconha; 24 dependentes de cocaína, apenas; e 36 voluntários saudáveis, sem histórico de uso de drogas, compondo um grupo controle —, os autores afirmam praticamente “descartar” o uso da maconha fumada como estratégia de tratamento para dependentes de cocaína.

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Maconha vicia e gera prejuízos permanentes no cérebro, diz novo estudo

Já faz um certo tempo que é considerada a ideia de que as pessoas que ocasionalmente fumam maconha podem, em breve, se tornarem viciadas.

Agora, os cientistas afirmam ter chegado ao real motivo dessa questão. Segundo eles, a Cannabis sativa, a longo prazo, perturba determinados circuitos cerebrais, desencadeando desejos e dependências.

Essa constatação foi feita a partir de um estudo que mostrou que parte do cérebro associada a recompensa, acendeu-se quando pessoas olhavam para imagens da droga ou itens associados.

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Maconha na adolescência é uma fábrica de losers

“Maconha na adolescência é uma fábrica de losers”, afirma psiquiatra Sérgio de Paula Ramos. – Especialista em dependência química com mais de 40 anos de carreira, o médico ressalta que a intervenção precoce é fundamental

A dependência química é uma doença democrática, define o psiquiatra e psicanalista Sérgio de Paula Ramos, 67 anos. Atinge, na mesma medida, as classes alta, média e baixa. No país, 12% da população têm transtorno por uso de álcool; de 4% a 5%, por consumo de outras drogas; e dependentes de tabaco somam 13% dos brasileiros. É o grande problema de saúde pública deste século, segundo o médico, uma das mais destacadas autoridades no tema.

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Veja o que acontece se você fumar maconha

Veja o que acontece se você fumar maconha todos os dias durante 5 anos Facebook 1935Pinterest Receba nossa newsletter 00:19 01:07   Seguindo : 00:00:39 Quanto tempo deve durar uma relação sexual ideal? Compartilhe este vídeo! Código de exportação responsivo Código de exportação fixo FacebookTwitterPinterest Compartilhe no Facebook Qual é o efeito na maconha no corpo humano? Um estudo responde, enfim, a esta pergunta que todo mundo se faz. E a resposta não é muito glamourosa.

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A maconha não é benigna: alerta da AAP aos pais e adolescentes

O risco é especialmente alto entre os adolescentes que são usuários regulares ou pesados de cannabis. O uso regular é definido como 10 a 19 vezes ao mês e o uso pesado é definido como 20 ou mais vezes ao mês.

Sugerido rastreio no consultório

O relatório pede aos pediatras que rastreiem os pacientes adolescentes para uso de drogas, como publicado anteriormente na declaração da política de Rastreio, Intervenção Breve e Encaminhamento.

O rastreio deve ser feito em todas as consultas de rotina do adolescente, ou “sempre que há preocupação de que o uso de maconha pode ser um problema”, disse o Dr. Ammerman. Ele também sugeriu que, mesmo antes do início do rastreio, os pediatras devem levantar a questão com os pacientes de uma forma adequada à idade.

As técnicas de entrevista motivacional podem ser usadas tanto para apoiar pacientes que optaram por se abster quanto para desencorajar o uso entre adolescentes que fumam maconha. Alguns pacientes podem precisar de uma ou mais consultas de acompanhamento, ou um encaminhamento para um profissional de saúde mental, escrevem os autores.

Os clínicos podem usar os pontos de discussão para enfatizar as desvantagens da maconha: não só os efeitos adversos mentais e físicos, mas também o fato de que o uso por pessoas com menos de 21 anos ainda é ilegal. A acusação pode resultar “em um registro criminal permanente, que afeta escolaridade, empregos, etc.”, afirmam os autores.

Além disso, os tópicos de conversa lembram os pais de que eles são modelos para os filhos. “As ações falam mais alto do que as palavras” – advertiu o Dr. Ammerman. “É muito claro que se os pais usam maconha na frente dos filhos, essas crianças têm maior probabilidade de também usar, independentemente do que digam os pais”.

Adultos que veem a maconha como relativamente inofensiva podem estar pensando no produto que usaram nos anos 70 e 80, acrescentou ele. Naquela época, a dose média de maconha tinha cerca de 4% de tetra-hidrocanabinol, ou THC, o composto que dá à maconha suas propriedades eufóricas.

No entanto, a maconha de hoje tem 16% de THC. “Portanto, a droga que experimentamos é muito menos potente do que a que nossos filhos estão usando, e sabemos muito mais hoje sobre os possíveis malefícios dela”.

Em média, adolescentes que se tornam viciados em maconha permanecem viciados por cerca de 10 anos, disse o Dr. Ammerman. “Então você perdeu 10 anos da sua vida, talvez se saindo mal na escola ou no trabalho, ou em seus relacionamentos. Não queremos que ninguém desperdice a própria vida assim”.

Os autores declararam não possuir conflitos de interesse relevantes.