Sociedade Brasileira de Cardiologia inclui espiritualidade em diretriz

A nova diretriz de prevenção elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia integra a espiritualidade como parte do protocolo da arte da medicina. A orientação é consequência de diversos estudos que evidenciam que meios capazes de aliviar o estresse e/ou integrar o meio ambiente interno de um indivíduo à prática clínica resultam em melhor saúde.

Ao trazer para dentro do consultório a busca das pessoas por conexão ou propósito em suas vidas, a Sociedade Brasileira de Cardiologia se mostra em alinhamento com a profunda transformação que a ciência médica mundial vem passando. O reconhecimento da espiritualidade pode ser visto como parte essencial do medicamento “centrado no paciente”, cada vez mais visto como crucial para o atendimento de alta qualidade.

Ao ouvir a palavra “espiritualidade”, muitos a associam à religião ou à religiosidade. No entanto, atualmente, os termos religião e espiritualidade vêm sendo vistos de forma independente. As pessoas podem ter sua espiritualidade sem “se encaixar” em nenhuma religião. Em outros casos, religião e espiritualidade se encontram sobrepostos. Já a religiosidade é o quanto um indivíduo acredita, segue e pratica uma religião.

A inédita diretriz se mostra como uma contribuição para todos os profissionais da área de saúde. Em um contexto amplo, a melhor compreensão dos valores internos dos pacientes e da comunidade pode ajudar a aumentar o impacto de iniciativas de saúde e melhorar o contexto político-administrativo de saúde. No nível individual, o reconhecimento do papel da espiritualidade para a saúde pode ajudar os profissionais e clínicos a abordar seus pacientes com mais empatia, o que gera mais confiança e fortalece as colaborações entre os envolvidos.

Fontes:

Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019.

Steinhauser KE, et al. State of the Science of Spirituality and Palliative Care Research Part I: Definitions, Measurement, and Outcomes. Journal of Pain and Symptom Management, 2017.

 

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