Falha de comunicação entre os hemisférios cerebrais no autismo

 

 

 

 

 

 

 

 

O que foi observado pelo Dr Melillo em pesquisa em relação ao cérebro dos autistas é que, em sua maioria, não há um dano neurológico presente. O que acontece são falhas na comunicação entre os dois hemisférios do cérebro.

Uma das questões que despertou a curiosidade do doutor foi o fato que os autistas parecem ser muito bons e habilidosos em determinados aspectos ao mesmo tempo que apresentam dificuldades extremas para aprender ou executar atividades por vezes simples . Por exemplo, uma criança com autismo que tem ouvido absoluto para a música e aprende a tocar um instrumento sozinho, mas nunca aprendeu como conversar com um colega da mesma idade compartilhando os interesses de ambos. Essa falha na comunicação entre os hemisférios direito e esquerdo do cérebro seria responsável por problemas no desenvolvimento da linguagem verbal, por exemplo. O Dr Melillo defende a tese que a maioria das habilidades dos autistas está ligada ao lado esquerdo do cérebro. Já os déficits no desenvolvimento estão ligados ao lado direito. Segundo as pesquisas dele os dois lados não se comunicam bem, existe uma desarmonia. Um lado está menos ativo e menos conectado, o outro lado está muito ativo processando tudo num ritmo acelerado. Essa é a base do entendimento do Dr Melillo à partir das pesquisas dele e das observações que fez em seu próprio filho e nas crianças com quem o Instituto Brain Balance trabalha. A proposta do Brain Balance é orientar os pais a seguirem um protocolo nutricional adequado com foco em nutrir o cérebro, mas o carro-chefe do instituto são os métodos de terapia individualizada desenvolvidos com foco na neuroplasticidade. Tudo com objetivo de melhorar a comunicação entre os dois hemisférios do cérebro para alavancar o desenvolvimento do autista.

Bom, ele teve tempo para poucas perguntas. Selecionei uma delas que creio ser uma questão recorrente para muitas famílias, o comportamento opositor. Uma mãe quis saber se isso seria um sintoma neurológico. Ele respondeu que devemos ter muito cuidado com esse rótulo em crianças menores porque o comportamento opositor faz parte de um estágio natural do desenvolvimento. Para ele a criança pode e deve ser desafiadora de regras e limites, mas somente até  a idade em que isso ocorre normalmente em toda criança. Se o comportamento desafiador e opositor não estiver compatível com a idade cronológica, então temos um problema a ser abordado. No autismo o cérebro pode estar maturando fora de tempo normal e isso significa que essa fase pode perdurar por mais tempo. Nesses casos ele defende que são necessárias abordagens comportamentais em conjunto com terapias que promovem essa harmonia cerebral para que haja melhora. Se o problema persiste numa criança já grandinha uma abordagem puramente comportamental pode não ter sucesso algum.

Agora vou colocar algumas breves observações. Infelizmente os livros dele ainda não foram traduzidos pro português. Eu acredito que os estudos do Dr Melillo revelam muita coisa sobre nossos filhos. Fiz uma ilustração em português retirada do site do instituto e sei que vocês vão identificar as maiores habilidades e dificuldades dos seus filhos vendo a figura. Mesmo que você nunca possa trazer seu filho para um dos institutos Brain Balance para que ele seja tratado conforme a abordagem deles propõe eu queria deixar aqui em destaque algumas dicas do que pode ser feito por pais e terapeutas para promover essa harmonia na comunicação entre os dois lados do cérebro. A lista abaixo não foi retirada desta palestra e sim do site dele. Ja fiz um programa semelhante aqui com minha filha. Fizemos exercícios semelhantes com uma profissional que treinou no Instituto e agregou tudo isso ao que ela já fazia.  Fizemos inclusive um programa integrado com quiropraxia. Em breve eu visitarei o instituto Brain Balance e, se permitirem que eu grave alguma coisa, mostro pra vocês. Vamos então aos exercícios propostos. Lembrem-se que a brincadeira e o “simples movimentar-se” são momentos terapêuticos independentemente da atividade, exercício ou esporte. Os exercícios abaixo são apenas sugestões e podem não ser possíveis para todas as crianças com autismo, mas podem ser adaptados! Um bom terapeuta ocupacional que faça integração sensorial, por exemplo, estará fazendo esse trabalho através de outros exercícios e técnicas. Então, vamos trabalhar com aquilo que temos acesso sempre, sem neuras! Semana que vem vou aplicar alguns exercícios desses aqui em casa e conto pra vocês! Como citei acima, alguns nós já fizemos antes!

Exercício aeróbico – polichinelo

Fazer 20 em sequencia seguidos de 5 minutos de descanso – total de 3 rodadas por vez. DESAFIO EXTRA – fazer de olhos fechados!

Exercício para sistema vestibular – Giros lentos

Sentar a criança numa cadeira tipo de escritório que seja giratória. Pedir que a criança abaixe a cabeça pra frente levemente. As pernas devem estar cruzadas em cima da cadeira. Tentar manter o corpo paradinho e os olhos fechados durante os movimentos. Gire a cadeira devagar de modo que leve quase um minuto inteiro pra chegar de volta no ponto de onde começou. Enquanto gira pedir para a criança apontar sempre para a direção para onde esta indo a cadeira. Quando a cadeira parar totalmente no mesmo ponto pergunte a criança (ainda de olhos fechados) se ela ainda sente como se estivesse girando. Se a resposta for sim espere ate que ela se sinta normal de novo. Se a criança estiver cooperativa fazer o mesmo mais uma vez girando na direção oposta.

Exercício de propriocepção – Superman

Deita a criança no chão com os braços para frente de barriga pra baixo. Os braços devem estar acima da cabeça. Pedir que a criança agarre uma das pernas com o braço do lado oposto e segurar nessa posição por 15 segundos.  DESAFIO: Erguer do chão braços e pernas e ficar apoioado apenas pelo abdomem no chão pelo máximo tempo que conseguir como um super-homem. O objetivo é segura as pernas assim por 60 segundos seguidos e cumprir pelo menos 3 rodadas.

Exercício tátil – percepção de números

Você vai precisar de um lápis com borracha na ponta! Senta a criança de olhos vendados e com as duas mãos com as palmas pra cima. Usando a borracha do lápis faça movimentos como se escrevesse um número de zero a 9 na palma da mão e pergunte em seguida que número era esse. DESAFIO: desenhe uma sequência de até 5 números e peça que a criança dite a sequência correta!

Link Original:https://poderdospais.wordpress.com/2018/02/10/falha-de-comunicacao-entre-os-hemisferios-cerebrais-no-autismo-dr-melillo/

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