A maconha não é benigna: alerta da AAP aos pais e adolescentes

O risco é especialmente alto entre os adolescentes que são usuários regulares ou pesados de cannabis. O uso regular é definido como 10 a 19 vezes ao mês e o uso pesado é definido como 20 ou mais vezes ao mês.

Sugerido rastreio no consultório

O relatório pede aos pediatras que rastreiem os pacientes adolescentes para uso de drogas, como publicado anteriormente na declaração da política de Rastreio, Intervenção Breve e Encaminhamento.

O rastreio deve ser feito em todas as consultas de rotina do adolescente, ou “sempre que há preocupação de que o uso de maconha pode ser um problema”, disse o Dr. Ammerman. Ele também sugeriu que, mesmo antes do início do rastreio, os pediatras devem levantar a questão com os pacientes de uma forma adequada à idade.

As técnicas de entrevista motivacional podem ser usadas tanto para apoiar pacientes que optaram por se abster quanto para desencorajar o uso entre adolescentes que fumam maconha. Alguns pacientes podem precisar de uma ou mais consultas de acompanhamento, ou um encaminhamento para um profissional de saúde mental, escrevem os autores.

Os clínicos podem usar os pontos de discussão para enfatizar as desvantagens da maconha: não só os efeitos adversos mentais e físicos, mas também o fato de que o uso por pessoas com menos de 21 anos ainda é ilegal. A acusação pode resultar “em um registro criminal permanente, que afeta escolaridade, empregos, etc.”, afirmam os autores.

Além disso, os tópicos de conversa lembram os pais de que eles são modelos para os filhos. “As ações falam mais alto do que as palavras” – advertiu o Dr. Ammerman. “É muito claro que se os pais usam maconha na frente dos filhos, essas crianças têm maior probabilidade de também usar, independentemente do que digam os pais”.

Adultos que veem a maconha como relativamente inofensiva podem estar pensando no produto que usaram nos anos 70 e 80, acrescentou ele. Naquela época, a dose média de maconha tinha cerca de 4% de tetra-hidrocanabinol, ou THC, o composto que dá à maconha suas propriedades eufóricas.

No entanto, a maconha de hoje tem 16% de THC. “Portanto, a droga que experimentamos é muito menos potente do que a que nossos filhos estão usando, e sabemos muito mais hoje sobre os possíveis malefícios dela”.

Em média, adolescentes que se tornam viciados em maconha permanecem viciados por cerca de 10 anos, disse o Dr. Ammerman. “Então você perdeu 10 anos da sua vida, talvez se saindo mal na escola ou no trabalho, ou em seus relacionamentos. Não queremos que ninguém desperdice a própria vida assim”.

Os autores declararam não possuir conflitos de interesse relevantes.

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